Danos causados por espécies de Diaporthe SPP. e métodos de controle na cultura da soja em condições tropicais

A soja (Glycine max (L.) Merrill) possui elevada importância econômica para o agronegócio brasileiro, porém sua produtividade pode ser comprometida por doenças causadas por espécies de Diaporthe spp. Esses fungos estão associados a sintomas como cancro da haste, seca da haste, deterioração de sementes e redução do vigor das plântulas, resultando em prejuízos econômicos significativos. O presente trabalho teve como objetivo realizar uma revisão bibliográfica sobre os danos causados por Diaporthe spp. na cultura da soja e os principais métodos de controle utilizados para seu manejo. A pesquisa foi desenvolvida por meio da consulta a artigos científicos, livros e documentos técnicos publicados entre 2015 e 2025. A literatura demonstra que a sobrevivência do patógeno em sementes infectadas e restos culturais favorece sua permanência entre safras, enquanto condições de elevada umidade e temperatura contribuem para a disseminação da doença. Os estudos analisados indicam que o manejo integrado, envolvendo rotação de culturas, utilização de sementes sadias, cultivares tolerantes, tratamento de sementes, controle químico e controle biológico, representa a estratégia mais eficiente para reduzir a incidência do patógeno e minimizar perdas produtivas. Conclui-se que o conhecimento da epidemiologia e das estratégias de manejo de Diaporthe spp. é fundamental para a sustentabilidade da produção de soja.
manejo integrado, doenças de sementes, controle biológico, fitopatologia, disseminação de patógenos