Fonseca, Tatiana OpolskiAssis, André Barbosa Luiz de2026-07-302026-06André, BARBOSA Luiz de Assis. Desafios para se obter saúde bucal em crianças portadora do TEA (Transtorno do espectro autista). 2026. 45 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso – Faculdade Fasipe Cuiabá.https://repositorio.fasipe.com.br/handle/123456789/1485ptautismocriançasodontologiasaúde bucaltranstorno do espectro autistaDesafios para se obter saúde bucal em crianças portadora do TEA (Transtorno do espectro autista)Working PaperAo longo dos anos foi-se desenvolvendo um aumento consideravel, refletindo maior conscientização e deteção, além de um aumento expressivo na incidência do transtorno (Talantseva et al., 2023; Bougeard et al., 2024). Por conta disso, o presente trabalho aborda os principais desafios para a obtenção da saúde bucal em crianças portadoras do Transtorno do Espectro Autista (TEA), destacando as dificuldades enfrentadas tanto pelas famílias quanto pelos profissionais da odontologia. O objetivo do estudo foi compreender os fatores que dificultam a manutenção da higiene oral e o acesso ao tratamento odontológico adequado para esse público. A pesquisa foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica, utilizando artigos científicos, publicações acadêmicas e estudos relacionados à odontologia voltada para pacientes com TEA. A análise do material permitiu identificar que alterações comportamentais, sensoriais e de comunicação interferem diretamente na aceitação da escovação, na adaptação às consultas odontológicas e na colaboração durante os procedimentos clínicos. Os resultados demonstraram que muitas crianças com TEA apresentam hipersensibilidade a sons, luzes, cheiros e toques, o que pode gerar medo, ansiedade e resistência ao atendimento odontológico. Também foi observado que a seletividade alimentar e a dificuldade de criação de rotina de higiene favorecem o surgimento de problemas bucais, como cáries e etc. Outro ponto relevante identificado foi a falta de preparo de alguns profissionais e de ambientes adaptados para atender pacientes neurodivergentes, dificultando ainda mais o acesso ao tratamento adequado e humanizado. Conclui-se que a promoção da saúde bucal em crianças com TEA depende de um trabalho conjunto entre familiares, profissionais da saúde e instituições de ensino, buscando estratégias de adaptação que respeitem as necessidades individuais de cada criança. Além disso, o acompanhamento preventivo e a capacitação dos cirurgiões-dentistas são fundamentais para garantir um atendimento mais acolhedor, eficiente e capaz de proporcionar melhor qualidade de vida aos pacientes com transtorno do espectro autista.