Oliveira, Silmara Aparecida Bonani deSantini, Ana Carolina Behling2026-07-202026-06SANTINI, Ana Carolina Behling. Uso de novas terapias na estética regenerativa. 2026. 50 páginas. Trabalho de Conclusão de Curso Graduação em Biomedicina – Centro Universitário Fasipe – UNIFASIPE, Sinop/MT, 2026.https://repositorio.fasipe.com.br/handle/123456789/1331ptEstética regenerativaEnvelhecimento cutâneoExossomosPlasma rico em plaquetasPolinucleotídeosUso de novas terapias na estética regenerativaWorking PaperO envelhecimento cutâneo constitui um processo biológico complexo e multifatorial, desencadeado pela interação sinérgica entre fatores intrínsecos e extrínsecos, culminando na fragmentação do colágeno, elastose e degradação qualitativa da matriz extracelular (MEC). Diante disso, a estética regenerativa emerge como uma evolução disruptiva, migrando de abordagens meramente volumétricas e corretivas para estratégias de orientação biológica que visam restaurar a funcionalidade e a homeostase tecidual por meio de vias endógenas. O presente estudo teve como objetivo geral analisar a aplicabilidade, os mecanismos de ação, a eficácia e as limitações das novas terapias aplicadas à estética regenerativa, destacando suas contribuições para o rejuvenescimento e bem-estar psicossocial dos pacientes. Metodologicamente, realizou-se uma revisão de literatura exploratória com abordagem qualitativa, cujos dados foram coletados entre o segundo semestre de 2025 e o primeiro semestre de 2026 em bases científicas como PubMed, SciELO, BVS e Oxford Academic, selecionando artigos publicados entre 2016 e 2026. Os resultados evidenciam que os bioestimuladores particulados (PLLA, PDLLA, CaHA e PCL) agem como arcabouços bioativos que induzem uma resposta imune inata controlada, recrutamento de macrófagos e consequente neocolagênese estruturada, caracterizando uma remodelação reparadora funcional. Em contrapartida, o ácido hialurônico atua essencialmente como um modulador biológico transitório do microambiente dérmico. Os fios de polidioxanona (PDO) promovem remodelação mecano-biológica focal via mecanotransdução, ao passo que os biorregeneradores biológicos como exossomos, polinucleotídeos (PDRN) e plasma rico em plaquetas (PRP), representam terapias baseadas em sinalização celular que regulam a inflamação, o estresse oxidativo e a angiogênese, embora enfrentem desafios na padronização de protocolos clínicos. Conclui-se que a consolidação da estética regenerativa requer rigor científico e precisão conceitual, sendo fundamental o papel do biomédico esteta na aplicação ética, segura e personalizada dessas tecnologias emergentes.