Fontes, Wdisson Cleber da CostaFerreira, Marcela Gomes Sobrinho2026-07-282026-06FERREIRA, Marcela Gomes Sobrinho. DEFICIÊNCIA DE VITAMINA K E RISCO DE DISTÚRBIOS DA COAGULAÇÃO: UMA REVISÃO DE LITERATURA, 2026. 38 folhas. Monografia de Conclusão de Curso FASIPE - Faculdade de CPA.https://repositorio.fasipe.com.br/handle/123456789/1427ptDeficiência de Vitamina KFatores de CoagulaçãoHemostasiaDeficiência de vitamina K e risco de distúrbios da coagulação: uma revisão de literaturaWorking PaperA vitamina K é um micronutriente essencial para a manutenção da hemostasia, atuando diretamente na ativação dos fatores de coagulação, sendo sua deficiência associada ao aumento do risco de eventos hemorrágicos. Apesar de sua importância clínica, limitações no reconhecimento ainda é um problema comum no âmbito dessa condição, principalmente em populações vulneráveis, como recém-nascidos, pacientes com doenças hepáticas e indivíduos com distúrbios de absorção intestinal. Nesse sentido, o presente estudo teve como problema central a necessidade de compreender a relação entre a deficiência de vitamina K e o desenvolvimento de distúrbios da coagulação, considerando seus mecanismos, manifestações e implicações clínicas. O objetivo foi analisar essa associação, bem como identificar os principais grupos de risco e estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento descritas na literatura. Para isso, foi realizada uma revisão de literatura de natureza qualitativa e caráter descritivo, com busca nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS, Cochrane Library e Google Scholar, utilizando descritores em português e inglês combinados por operadores booleanos. Foram incluídos estudos publicados entre 2015 e 2025, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol, totalizando 17 artigos analisados. Os resultados demonstraram que a deficiência de vitamina K compromete a ativação dos fatores II, VII, IX e X, resultando em prejuízo na formação do coágulo e maior propensão a sangramentos. Observou-se maior vulnerabilidade em recém-nascidos, devido às baixas reservas ao nascimento, e em adultos com alterações na absorção ou metabolismo da vitamina. Identificou-se também que exames como o tempo de protrombina apresentam limitações por serem marcadores tardios, o que pode dificultar o diagnóstico precoce. Conclui-se que a deficiência de vitamina K representa um importante fator de risco para distúrbios da coagulação, sendo fundamental o reconhecimento precoce e a adoção de medidas preventivas, com destaque para a profilaxia neonatal e a adequada avaliação clínica e laboratorial, embora ainda haja necessidade de aprimoramento dos métodos diagnósticos para melhor detecção da condição.