Navegando por Autor "Braga, Larissa Emanuely Rodrigues"
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Item Toxina botulínica tipo A no controle da cefaleia crônica: revisão integrativa da literatura(2026-06) Braga, Larissa Emanuely Rodrigues; Athayde, Laura Marina Siqueira Maia deA cefaleia crônica constitui um importante problema de saúde pública, caracterizada pela ocorrência frequente de episódios de dor de cabeça que comprometem significativamente a qualidade de vida, a produtividade e o bem-estar dos indivíduos acometidos. Entre as principais formas clínicas destacam-se a enxaqueca crônica e a cefaleia do tipo tensional crônica, condições frequentemente associadas à sensibilização periférica e central do sistema nervoso. Nesse contexto, a toxina botulínica tipo A (BoNT-A) tem sido utilizada como alternativa terapêutica para pacientes com resposta insatisfatória aos tratamentos convencionais. O presente estudo teve como objetivo analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, a eficácia e a segurança da BoNT-A no tratamento da cefaleia crônica. A pesquisa foi realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Embase, Cochrane Library, Scopus, Web of Science e LILACS, utilizando estudos publicados nos últimos 25 anos, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram incluídos ensaios clínicos, revisões sistemáticas, meta-análises, estudos observacionais e diretrizes clínicas relacionados ao uso da BoNT-A em pacientes adultos com cefaleia crônica. Os resultados demonstraram que a aplicação da toxina botulínica tipo A promove redução significativa da frequência e da intensidade das crises, além de contribuir para a melhora da funcionalidade, da qualidade de vida e da produtividade dos pacientes. Observou-se ainda que o tratamento apresenta perfil de segurança favorável, com eventos adversos predominantemente leves e transitórios. Conclui-se que a BoNT-A constitui uma alternativa eficaz e segura para o manejo profilático da cefaleia crônica, especialmente em pacientes refratários às terapias convencionais, embora sejam necessários estudos adicionais para aprimorar a padronização dos protocolos e identificar fatores preditivos de resposta terapêutica.
