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Reabilitação fisioterapêutica após amputação e adaptação de prótese: perspectivas biomecânicas, neurais e tecnológicas
(2025-06) Silva, Weslayne da; Santos, Manoel Otero Vidigal dos
Este trabalho aborda a reabilitação fisioterapêutica de indivíduos submetidos à amputação de segmentos corporais, com foco na adaptação às próteses sob perspectivas biomecânicas, neurais e tecnológicas. A amputação gera impactos significativos na funcionalidade física, na saúde mental e na qualidade de vida, exigindo uma abordagem terapêutica ampla e integrada. A fisioterapia exerce papel central nesse processo, atuando desde o fortalecimento muscular, e prevenção de complicações no coto, até a readaptação à marcha e às atividades de vida diária com o uso de próteses.A reabilitação eficaz envolve não apenas a recuperação das funções motoras, mas também a reintegração psicossocial e a reconstrução da autoestima. Complicações como dor do membro fantasma, perda de equilíbrio, alterações posturais e dificuldades emocionais são frequentes e exigem atenção especializada. Técnicas como alongamento terapêutico, eletroterapia, terapia do espelho e exercícios de descarga de peso são essenciais para a redução de dores, melhora da funcionalidade e facilitação da adaptação protética. O avanço das tecnologias assistivas ampliou as possibilidades de intervenção, especialmente com o desenvolvimento de próteses mioelétricas, híbridas e impressas em 3D. Essas soluções proporcionam maior autonomia e precisão nos movimentos, embora seu alto custo ainda represente uma barreira para grande parte da população. A biomecânica da marcha também é profundamente afetada pela perda do membro, e a atuação fisioterapêutica deve considerar estratégias específicas para cada tipo de prótese, visando garantir estabilidade, eficiência energética e funcionalidade. Além disso, o processo de reabilitação exige uma abordagem interdisciplinar, com o envolvimento de fisioterapeutas, médicos, engenheiros, psicólogos e outros profissionais, promovendo um cuidado integral. O sucesso da reabilitação depende tanto da escolha correta dos recursos terapêuticos, quanto do apoio contínuo à adaptação física e emocional do paciente à nova realidade corporal. Conclui-se que, ao integrar técnicas fisioterapêuticas adequadas e tecnologias inovadoras, é possível proporcionar maior qualidade de vida, independência e inclusão social a indivíduos que vivenciam a perda de membros. A atuação qualificada e humanizada da fisioterapia é, portanto, determinante para o êxito do processo de reabilitação.
Intervenções fisioterapêuticas na reabilitação de pacientes com espondilólise lombar
(2025-06) Silva, Vitória Souza Rocha da; Tribioli, Ricardo Alexandre
A espondilólise lombar é uma patologia caracterizada por uma fratura por estresse na pars interarticularis, comumente associada à dor lombar crônica e instabilidade vertebral. Afeta adolescentes, adultos e idosos, impactando negativamente a mobilidade, a funcionalidade e a qualidade de vida. Este trabalho teve como objetivo analisar a eficácia das intervenções fisioterapêuticas na reabilitação de pacientes com espondilólise lombar. Para isso, foi realizada uma revisão sistemática da literatura, abrangendo publicações entre 2010 e 2025, a fim de identificar os métodos mais eficazes aplicados nas diferentes fases do tratamento. A pesquisa evidenciou que a abordagem fisioterapêutica deve ser individualizada e adaptada conforme a fase clínica do paciente: aguda, subaguda, funcional e de retorno às atividades. Dentre as técnicas mais utilizadas, destacam-se os exercícios de alongamento, fortalecimento muscular, estabilização do core, reeducação postural, pilates terapêutico e treinamento funcional. A atuação fisioterapêutica mostrou-se essencial para reduzir a dor, melhorar a mobilidade e restaurar a função, permitindo a reintegração segura às atividades diárias e esportivas. Além disso, observou-se que a adoção de estratégias preventivas, como educação do paciente, ergonomia e manutenção de um programa domiciliar, são fundamentais para evitar recidivas e promover estabilidade a longo prazo. A organização do tratamento em fases, com objetivos terapêuticos específicos, facilita a condução do plano de reabilitação e melhora os resultados clínicos. Conclui-se que a fisioterapia desempenha papel indispensável no manejo conservador da espondilólise lombar, contribuindo para a recuperação funcional, prevenção de complicações e promoção da autonomia dos pacientes. Este estudo pretende oferecer subsídios teóricos e práticos para guiar a atuação profissional em contextos clínicos e acadêmicos, promovendo uma abordagem mais eficaz, segura e centrada nas necessidades do paciente.
Intervenções fisioterapêuticas para incontinência urinária feminina: revisão de eficácia e impacto
(2025-06) Giusti, Thaynara Cristiny; Paes, Liara Beatriz Carneiro de Almeida
A incontinência urinária feminina se constitui um problema de saúde pública de elevada prevalência, afetando de forma significativa a qualidade de vida e o bem-estar biopsicossocial das mulheres. Trata-se de uma condição multifatorial, cuja incidência aumenta com o avanço da idade, em razão das alterações hormonais, especialmente a queda dos níveis de estrogênio, da redução do tônus da musculatura do assoalho pélvico e de eventos como partos, cirurgias ginecológicas e hábitos nocivos, como o consumo de tabaco e álcool. Apesar de sua frequência, a incontinência urinária ainda é um tema cercado de tabus e constrangimentos, o que frequentemente impede as mulheres de buscar auxílio especializado, contribuindo para o agravamento do quadro e isolamento social. Nesse contexto, a fisioterapia surge como uma alternativa terapêutica segura, eficaz e não invasiva, sendo considerada tratamento de primeira linha para a disfunção. Este trabalho teve como objetivo analisar, com base na literatura científica, as principais técnicas fisioterapêuticas empregadas no tratamento conservador da incontinência urinária feminina, com ênfase na cinesioterapia, no biofeedback (e seus diferentes tipos), nos cones vaginais e na eletroestimulação. Constatou-se que a cinesioterapia, quando aplicada de forma personalizada e, preferencialmente, associada a outras técnicas, destaca-se por sua elevada eficácia, promovendo não apenas a reabilitação funcional, mas também a restauração da autonomia e da qualidade de vida das pacientes.
Atuação fisioterapêutica na reabilitação da tendinopatia de manguito rotador em atletas de voleibol
(2025-06) Miranda, Sabrina Rodrigues; Pinheiro, Lilian Garlini Viana
A tendinopatia do manguito rotador é considerada uma das principais causas de dor no ombro e limitação funcional entre atletas de voleibol, sendo uma condição musculoesquelética frequente que compromete o desempenho esportivo e pode levar à interrupção temporária ou permanente das atividades físicas. Essa disfunção decorre, em grande parte, das exigências biomecânicas elevadas impostas pelos gestos repetitivos da modalidade, como o saque, a cortada e o bloqueio, os quais envolvem movimentos de abdução, elevação e rotação do ombro, frequentemente executados com força, velocidade e frequência significativas. Tais movimentos, ao longo do tempo, provocam sobrecarga nas estruturas do ombro, especialmente nos tendões do manguito rotador, predispondo o atleta a microlesões, processos inflamatórios e alterações degenerativas que caracterizam a tendinopatia. O presente estudo tem como objetivo principal analisar, por meio de uma revisão bibliográfica, as abordagens fisioterapêuticas mais utilizadas na reabilitação da tendinopatia do manguito rotador em jogadores de voleibol, com ênfase na eficácia das intervenções para a recuperação funcional, alívio da dor, prevenção de recidivas e retorno seguro à prática esportiva. A pesquisa foi conduzida com base em artigos científicos publicados entre 1993 e 2024, selecionados em bases de dados como PubMed, SciELO e Google Acadêmico, contemplando fontes nacionais e internacionais de referência na área da fisioterapia esportiva e ortopédica. As intervenções analisadas incluem técnicas de cinesioterapia, com foco em exercícios de fortalecimento muscular, alongamento, mobilidade e propriocepção, além da utilização de recursos eletrotermofototerapêuticos, como o ultrassom terapêutico, o laser de baixa intensidade e a estimulação elétrica (TENS). A reabilitação também abrangeu estratégias como a terapia manual, a estabilização escapular e a progressão funcional específica para os movimentos do voleibol. Os achados da literatura indicam que a fisioterapia, quando conduzida de forma individualizada e com base em evidências científicas, contribui significativamente para a restauração da função articular, redução da dor, melhora da amplitude de movimento e prevenção de novas lesões. Conclui-se que a atuação do fisioterapeuta é essencial tanto na recuperação quanto na prevenção da tendinopatia do manguito rotador, sendo indispensável a elaboração de programas terapêuticos personalizados, que considerem as necessidades específicas de cada atleta. Além disso, destaca-se a importância da integração entre fisioterapia e equipe técnica esportiva para garantir um retorno progressivo, seguro e eficaz às atividades competitivas, promovendo não apenas a performance atlética, mas também a saúde e a longevidade esportiva dos jogadores.
Fisioterapia na síndrome do túnel do carpo: um enfoque na saúde de profissionais de escritório
(2025-06) Rossetto, Manuelly Nogueira; Tribiolli, Ricardo Alexandre
A síndrome do túnel do carpo (STC) é uma condição que afeta muitos profissionais de escritório, surgindo devido a movimentos repetitivos e posturas inadequadas ao longo dos anos. Ela pode causar dor, formigamento e fraqueza nas mãos, impactando diretamente a qualidade de vida e o desempenho no trabalho. Diante desse cenário, a fisioterapia se mostra essencial no tratamento e na prevenção da STC, oferecendo abordagens como exercícios terapêuticos, mobilizações neurais e ajustes ergonômicos. Este estudo busca explorar as estratégias fisioterapêuticas mais eficazes para lidar com essa síndrome, analisando pesquisas que apontam os benefícios das intervenções para aliviar os sintomas e restaurar a funcionalidade dos pacientes. Os resultados indicam que um tratamento individualizado e multidisciplinar pode melhorar significativamente o bem-estar dos trabalhadores afetados, reforçando a importância da fisioterapia na reabilitação e na prevenção da STC.

