Navegando por Autor "Heberle, Karine"
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Item Toxina botulínica no tratamento terapêutico do Blefaroespasmo(2026-06) Heberle, Karine; Soares, Samara da Costa CarvalhoO Blefaroespasmo é uma distonia focal caracterizada por contrações involuntárias da musculatura periocular, comprometendo diretamente a função visual e a qualidade de vida dos pacientes. Essa condição neuromuscular pode causar limitações funcionais importantes, além de impactos psicológicos e sociais relacionados à dificuldade de manter os olhos abertos e realizar atividades cotidianas. Diante disso, a toxina botulínica tipo A consolidou-se como a principal alternativa terapêutica para o controle dos espasmos musculares, devido à sua capacidade de bloquear temporariamente a liberação de acetilcolina na junção neuromuscular, promovendo relaxamento muscular e melhora funcional. Com base nessa problemática, o presente estudo teve como objetivo de revisar a eficácia terapêutica e a segurança da toxina botulínica tipo A no tratamento do Blefaroespasmo, enfatizando mecanismos de ação, técnicas de aplicação, resposta clínica, efeitos adversos e limitações terapêuticas descritas na literatura científica. A pesquisa foi desenvolvida de maneira exploratória e qualitativa, fundamentada em uma revisão bibliográfica. A busca do material científico foi realizada por meio das bases de dados, PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e SciELO, abrangendo publicações entre os anos de 2012 e 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol. Com isso, foi possível analisar aspectos relacionados à fisiopatologia do Blefaroespasmo, manifestações clínicas, critérios diagnósticos e impacto psicossocial da doença, além dos fundamentos relacionados à toxina botulínica tipo A, incluindo mecanismo de ação, técnicas terapêuticas e protocolos utilizados na prática clínica. Os resultados demonstraram que a aplicação da toxina botulínica tipo A promove redução significativa dos espasmos palpebrais, proporcionando melhora funcional, visual e psicossocial dos pacientes. Entretanto, observou-se que os efeitos terapêuticos são temporários, tornando necessárias reaplicações periódicas, além da possibilidade de variabilidade da resposta clínica e desenvolvimento de imunogenicidade em alguns casos. Também foram descritos efeitos adversos como ptose palpebral, diplopia, cefaleia e assimetria facial, geralmente considerados leves e transitórios. Portanto, concluiu-se que a toxina botulínica tipo A permanece como tratamento padrão-ouro para o Blefaroespasmo, apresentando perfil favorável de eficácia e segurança. Contudo, ainda são necessários novos estudos voltados à padronização dos protocolos terapêuticos e às limitações relacionadas ao uso prolongado da toxina.
