Odontologia
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Item Impacto de programas de saúde bucal em escolas públicas(2026-06) Barros, Sankler Junior Batista Pereira de; Schwingel, Rafael AlvesA saúde bucal constitui um componente essencial da saúde geral e exerce influência direta sobre a qualidade de vida, autoestima, desenvolvimento social e desempenho escolar de crianças e adolescentes. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo analisar os programas públicos de saúde bucal desenvolvidos em escolas públicas brasileiras, com ênfase no Programa Saúde na Escola (PSE), avaliando suas contribuições, limitações, estratégias preventivas e impactos na promoção da saúde coletiva. Trata-se de uma revisão de literatura de caráter descritivo e exploratório, com abordagem qualitativa, realizada por meio de buscas nas bases de dados Google Acadêmico, SciELO e LILACS, considerando publicações entre os anos de 2015 e 2026. Os resultados evidenciam que o PSE representa uma importante estratégia intersetorial entre saúde e educação, contribuindo para a ampliação do acesso às ações preventivas, à educação em saúde bucal, à escovação supervisionada, ao uso de fluoretos e ao diagnóstico precoce de doenças bucais. Observou-se também que fatores socioeconômicos, familiares e educacionais influenciam diretamente a adesão aos programas preventivos e ao tratamento odontológico. Além disso, destacam-se a relevância da alfabetização em saúde bucal, da integração multiprofissional entre odontologia e nutrição, das técnicas minimamente invasivas e da teleodontologia como ferramentas capazes de ampliar a cobertura assistencial e reduzir desigualdades em saúde. Conclui-se que os programas de saúde bucal em ambiente escolar apresentam impacto positivo na prevenção de agravos, na redução da incidência de cárie dentária e na promoção de hábitos saudáveis, embora ainda enfrentem desafios estruturais, financeiros e organizacionais que limitam sua efetividade plena no contexto da saúde pública brasileira.Item Atuação do cirurgião-dentista interligada ao diagnóstico da hanseníase na atenção primária(2018) Silva, Keury Vanessa Menezes da Silva; Gonçalves, Katiéli FagundesA hanseníase é considerada um desafio em saúde pública devido à alta taxa de detecção e ao potencial incapacitante segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde. O modo de organização dos serviços de saúde para o atendimento à hanseníase está pautado na integração das ações de prevenção e controle da doença na Atenção Primária à Saúde (APS). A contribuição do cirurgião-dentista na melhoria do diagnóstico precoce da hanseníase pode ser feita através da promoção da saúde de forma integrada, onde o profissional vai avaliar o estado de saúde do paciente de forma ampla. Durante a consulta o paciente não pode ser reduzido a um aparelho ou sistema biológico, tanto na área médica quanto odontológica, assim o profissional deve buscar reconhecer as necessidades de saúde que não são ditas ou que não estão nítidas, colocando como responsabilidade de cuidado da saúde o reconhecimento e a identificação de lesões localizadas em áreas expostas do paciente portador da doença. Nota-se que a maioria dos pacientes acometidos pela doença hanseníase não procuram atendimento odontológico. Assim, este trabalho, por meio de uma revisão de literatura objetivou analisar a atuação do cirurgião-dentista no auxílio ao diagnóstico da hanseníase na APS e o manejo dos portadores dessa doença. Buscou-se também descrever as sequelas advindas do diagnóstico tardio e o papel do cirurgião-dentista frente à doença hanseníase, analisar a atuação do mesmo nos programas de promoção e prevenção da doença e demonstrar a importância da integralidade do sujeito na consulta odontológica. Dessa maneira evidencia-se que o conhecimento do cirurgião-dentista sobre a hanseníase é de extrema necessidade, pois com o aumento da sua incidência qualquer profissional está sujeito a entrar em contato com pacientes portadores da morbidade durante o atendimento em consultórios públicos e privados, o diagnóstico precoce aliado ao tratamento da poliquimioterapia ajuda na diminuição do números de pacientes diagnosticados com estágios avançados da doença e assim, consequentemente menos pacientes serão encontrados com deformidades bucais que estão relacionadas com a hanseníase e ao diagnóstico tardio.
