Fisioterapia

URI permanente para esta coleçãohttps://repositorio.fasipe.com.br/handle/123456789/16

Todos os autores, co-autores e orientadores autorizaram a publicação digital do arquivo em conformidade com a Lei nº 9.610/98, a título de divulgação da produção científica brasileira, sem ressarcimento dos direitos autorais.

Navegar

Resultados da Pesquisa

Agora exibindo 1 - 1 de 1
  • Imagem de Miniatura
    Item
    Equoterapia: uma intervenção precoce no tratamento de crianças com Síndrome de Down
    (2025-12) Maestri, Bruna Gabrielli Knorst; Paes, Liara Beatriz Carneiro de Almeida
    Este trabalho aborda a importância da equoterapia como intervenção precoce no tratamento de crianças com Síndrome de Down, explorando seus impactos no desenvolvimento motor, cognitivo, emocional e social. A pesquisa fundamenta-se em uma revisão bibliográfica qualitativa, com foco em estudos que analisam os benefícios dessa prática terapêutica interdisciplinar. A Síndrome de Down, causada pela trissomia do cromossomo 21, é a principal causa genética de deficiência intelectual, apresentando repercussões no tônus muscular, coordenação motora, fala, cognição e autonomia. Nesse contexto, a intervenção precoce é essencial, pois possibilita estímulos adequados desde os primeiros meses de vida, potencializando a plasticidade cerebral e favorecendo o desenvolvimento integral. A equoterapia, reconhecida oficialmente no Brasil pelo Conselho Federal de Medicina em 1997, utiliza o cavalo como agente terapêutico em atividades que unem saúde, educação e práticas equestres. O movimento tridimensional do animal reproduz o padrão da marcha humana, estimulando ajustes posturais, equilíbrio, coordenação motora e percepção corporal. Além dos ganhos físicos, a interação com o cavalo promove autoestima, socialização, disciplina e redução da ansiedade. Diversos estudos apontam resultados positivos da equoterapia em crianças com Síndrome de Down, destacando avanços significativos na postura, marcha, comunicação, força muscular e habilidades sociais. A prática é conduzida por uma equipe multiprofissional, que pode envolver fisioterapeutas, psicólogos, pedagogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e educadores físicos, garantindo uma abordagem global e individualizada. A revisão bibliográfica evidenciou que a equoterapia constitui um recurso terapêutico inovador e eficaz, principalmente quando aplicada de forma precoce. Ela favorece não apenas o desenvolvimento motor, mas também aspectos cognitivos e emocionais, ampliando as possibilidades de autonomia e inclusão social das crianças. Assim, conclui-se que a equoterapia representa uma alternativa promissora no tratamento de crianças com Síndrome de Down, reforçando a necessidade de maior difusão, investimento e reconhecimento dessa prática no campo da saúde e da educação.