Odontologia

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    Endocardite infecciosa e a odontologia: uma revisão da relação da saúde bucal e risco cardiovascular
    (2026-06) Alves, Naine Pedroso Ferreira; Monteiro, Leonardo
    A endocardite infecciosa (EI) é uma patologia cardiovascular grave, caracterizada pela infecção do endotélio cardíaco, com elevada taxa de morbimortalidade. O presente estudo objetivou analisar a correlação entre a saúde bucal e as doenças cardiovasculares, com ênfase na prevenção da EI e nos protocolos de profilaxia antibiótica na prática odontológica. Para tanto, realizou-se uma revisão integrativa da literatura, utilizando bases de dados como PubMed, SciELO e BVS, com recorte temporal voltado para evidências científicas recentes. Os resultados demonstram que infecções odontogênicas, como a doença periodontal e a cárie, atuam como reservatórios de patógenos que podem causar bacteremia transitória. Evidenciou-se que a bacteremia cumulativa decorrente de atividades cotidianas, como a escovação dentária em tecidos inflamados, possui maior relevância etiológica para a EI do que procedimentos isolados. As diretrizes atuais restringem a profilaxia antibiótica a pacientes de alto risco cardiovascular, visando o uso racional de antimicrobianos e o combate à resistência bacteriana. Conclui-se que a manutenção de uma higiene oral rigorosa e a integração entre cirurgiões-dentistas e cardiologistas são fundamentais para a redução de complicações sistêmicas e para a segurança do paciente cardiopata.
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    Desafios para se obter saúde bucal em crianças portadora do TEA (Transtorno do espectro autista)
    (2026-06) Assis, André Barbosa Luiz de; Fonseca, Tatiana Opolski
    Ao longo dos anos foi-se desenvolvendo um aumento consideravel, refletindo maior conscientização e deteção, além de um aumento expressivo na incidência do transtorno (Talantseva et al., 2023; Bougeard et al., 2024). Por conta disso, o presente trabalho aborda os principais desafios para a obtenção da saúde bucal em crianças portadoras do Transtorno do Espectro Autista (TEA), destacando as dificuldades enfrentadas tanto pelas famílias quanto pelos profissionais da odontologia. O objetivo do estudo foi compreender os fatores que dificultam a manutenção da higiene oral e o acesso ao tratamento odontológico adequado para esse público. A pesquisa foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica, utilizando artigos científicos, publicações acadêmicas e estudos relacionados à odontologia voltada para pacientes com TEA. A análise do material permitiu identificar que alterações comportamentais, sensoriais e de comunicação interferem diretamente na aceitação da escovação, na adaptação às consultas odontológicas e na colaboração durante os procedimentos clínicos. Os resultados demonstraram que muitas crianças com TEA apresentam hipersensibilidade a sons, luzes, cheiros e toques, o que pode gerar medo, ansiedade e resistência ao atendimento odontológico. Também foi observado que a seletividade alimentar e a dificuldade de criação de rotina de higiene favorecem o surgimento de problemas bucais, como cáries e etc. Outro ponto relevante identificado foi a falta de preparo de alguns profissionais e de ambientes adaptados para atender pacientes neurodivergentes, dificultando ainda mais o acesso ao tratamento adequado e humanizado. Conclui-se que a promoção da saúde bucal em crianças com TEA depende de um trabalho conjunto entre familiares, profissionais da saúde e instituições de ensino, buscando estratégias de adaptação que respeitem as necessidades individuais de cada criança. Além disso, o acompanhamento preventivo e a capacitação dos cirurgiões-dentistas são fundamentais para garantir um atendimento mais acolhedor, eficiente e capaz de proporcionar melhor qualidade de vida aos pacientes com transtorno do espectro autista.