Respiração bucal e alterações craniofaciais na infância: revisão de literatura
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2026-06
A respiração bucal na infância constitui uma alteração funcional frequentemente associada à obstrução das vias aéreas superiores, podendo comprometer o crescimento e o desenvolvimento craniofacial da criança. O presente estudo teve como objetivo analisar as alterações craniofaciais relacionadas à respiração bucal infantil, bem como seus principais fatores etiológicos e possibilidades terapêuticas. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, descritiva, do tipo revisão de literatura, realizada por meio de levantamento bibliográfico em artigos científicos, dissertações, livros e trabalhos acadêmicos publicados entre os anos de 1998 e 2025, nas bases de dados SciELO, PubMed, Google Acadêmico e Biblioteca Virtual em Saúde. Os resultados encontrados que a respiração bucal está associada a alterações como mordida aberta anterior, atresia maxilar, retrognatismo mandibular, incompetência labial, deglutição atípica e alterações posturais. Entre os principais fatores etiológicos destacam-se a hipertrofia de amígdalas e adenóides, desvio de septo nasal e hábitos bucais deletérios, como sucção digital e uso prolongado de chupeta e mamadeira. Observe-se ainda a relação entre respiração bucal, apneia obstrutiva do sono, distúrbios do sono e prejuízos na qualidade de vida infantil. Conclui-se que o diagnóstico precoce e a abordagem multidisciplinar são fundamentais para prevenir alterações estruturais e funcionais permanentes, favorecendo o desenvolvimento adequado do sistema estomatognático e da qualidade de vida da criança.
respiração bucal, alterações craniofaciais, hábitos bucais deletérios, maloclusões, odontopediatria
SANTOS, Hévelyn Kalypse Lodi dos. Respiração Bucal e Alterações Craniofaciais na Infância: Revisão de Literatura. 2026. 55 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso de Odontologia da FASIP- Faculdade de Sinop.
