O impacto da exposição crônica ao álcool no desenvolvimento de anemias carenciais

O consumo crônico de álcool constitui um importante problema de saúde pública, estando associado a diversas alterações metabólicas, nutricionais e hematológicas que comprometem o funcionamento adequado do organismo. Entre essas alterações destacam-se as anemias carenciais, especialmente a anemia ferropriva e a anemia megaloblástica frequentemente observadas em indivíduos em etilismo prolongado. O presente estudo teve como objetivo analisar o impacto da exposição crônica ao álcool no desenvolvimento de anemias carenciais, com ênfase nas alterações fisiopatológicas, gastrointestinais, hepáticas e laboratoriais envolvidas nesse processo. Trata-se de uma revisão de literatura de caráter exploratório e abordagem qualitativa, realizada por meio da análise de artigos científicos publicados entre 2009 e 2025, consultados em bases de dados como Electronic Library Online (SciELO) e National Library of Medicine (PubMed), utilizando como critério de inclusão as palavras-chave: “álcool”, “anemia carencial”, “etanol”, “hematotoxicidade” e “medula óssea. Observou-se que o etanol compromete a absorção do ferro, ácido fólico e vitamina B12, além de causar lesões gastrointestinais, alterações hepáticas e toxicidade medular, prejudicando a eritropoiese. Conclui-se que o alcoolismo crônico contribui significativamente para o surgimento de anemias carenciais, tornando essencial o diagnóstico precoce e a atuação laboratorial no acompanhamento desses pacientes.
Anemia Carencial, Anemia Ferropriva, Anemia Megaloblástica, Hematotoxicidade, Etilismo
CHAVES, Alinny Barbosa. O impacto da exposição crônica ao álcool no desenvolvimento de anemias carenciais, 2026. 49 páginas. Trabalho de Conclusão de Curso – UNIFASIPE FAS.