Faculdade Fasipe Mato Grosso
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Item Burnout em enfermeiros da urgência e emergência: um risco silencioso no cuidado intensivo(2026-06) Almeida, Yasmin Xavier Rondon de; Agulhó, Daniela Luiza ZagotoIntrodução: A Síndrome de Burnout é considerada um importante problema de saúde ocupacional entre os profissionais de enfermagem, especialmente aqueles que atuam nos serviços de urgência e emergência, devido à constante exposição a situações de sofrimento, sobrecarga de trabalho, pressão emocional e elevada demanda assistencial. Esse adoecimento compromete a saúde física e mental dos trabalhadores, além de impactar diretamente a qualidade da assistência prestada aos pacientes. Objetivo: Analisar, por meio da literatura científica, os fatores associados ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout em profissionais de enfermagem atuantes nos serviços de urgência e emergência. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada por meio da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), nas bases de dados LILACS, SciELO e MEDLINE, durante os meses de abril e maio de 2026. Foram utilizados os descritores "Burnout", "Enfermagem", "Urgência", "Emergência" e "Saúde Mental", combinados pelo operador booleano AND. A busca inicial resultou em 30 publicações. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, a amostra final foi composta por seis artigos científicos. Resultados: Os estudos analisados evidenciaram que os principais fatores associados ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout em enfermeiros dos serviços de urgência e emergência são a sobrecarga de trabalho, jornadas extensas, superlotação dos serviços, escassez de recursos humanos e materiais, elevada demanda de pacientes graves, pressão por tomada rápida de decisões, fadiga física e emocional, além da ausência de atividades de lazer e autocuidado. Também foram identificados impactos significativos na saúde dos profissionais, incluindo exaustão emocional, despersonalização, redução da realização profissional, absenteísmo e diminuição do desempenho laboral. Conclusão: Conclui-se que a Síndrome de Burnout representa um importante desafio para a enfermagem emergencista, estando relacionada principalmente às condições organizacionais e assistenciais dos serviços de saúde. Torna-se fundamental a implementação de estratégias institucionais voltadas à promoção da saúde mental, melhoria das condições de trabalho e prevenção do adoecimento ocupacional, contribuindo para a qualidade da assistência e segurança do paciente.Item Saúde mental da mulher no período gestacional e puerpério(2025-06) Passos, Valmir Felipe Fontinelli; Figueredo, Fabiana de FreitasIntrodução: A saúde mental da mulher durante a gestação e o puerpério constitui um aspecto fundamental do cuidado integral no ciclo gravídico-puerperal. Esse período é marcado por intensas transformações fisiológicas, hormonais, emocionais e sociais que, embora naturais, podem desencadear sofrimento psíquico, ansiedade, depressão e outras alterações emocionais. Tais condições impactam diretamente o bem-estar materno, o vínculo com o bebê e o ambiente familiar. O reconhecimento precoce dessas alterações é essencial para promover intervenções adequadas. Objetivo: descrever as possibilidades do apoio profissional quanto a assistência em saúde mental prestada a mulher para a prevenção do surgimento de depressão na gravidez e no puerpério. Metodologia: trata-se de uma pesquisa de revisão bibliográfica integrativa, em que os critérios de inclusão adotado foram artigos publicados nos últimos 5 anos, do idioma inglês e português e artigos disponibilizados na íntegra e gratuitamente, nas bases de dados pubmed, medline e lilacs. Resultados e discussões: foram selecionados para análise 12 artigos sobre a temática estudada, assim para apresentar os achados, foi elaborado um quadro com as informações encontradas, elencando os aspectos: ano, autores, objetivo, principais resultados e conclusões. Apesar da elevada prevalência de sofrimento psíquico nesse contexto, muitas mulheres não recebem o diagnóstico adequado, em grande parte por fatores como estigmas sociais, desinformação e a naturalização do sofrimento emocional materno. Isso demonstra uma lacuna importante na assistência à saúde, que deve ser multidisciplinar, preventiva e acolhedora. A atuação dos profissionais de saúde, especialmente da enfermagem, é estratégica, pois eles têm contato direto e frequente com a gestante e a puérpera. Isso os coloca em posição privilegiada para identificar precocemente sinais de sofrimento mental, escutar ativamente as demandas emocionais da mulher e promover o encaminhamento adequado, quando necessário. Considerações finais: é imprescindível que os enfermeiros estejam capacitados não apenas para o cuidado físico, mas também para oferecer suporte emocional e psíquico, respeitando a individualidade e o contexto sociocultural da mulher.Item Assistência da Enfermagem no Tratamento do Paciente com Transtornos de Ansiedade(2021) Sá, Cynthia Rayza Fonseca de; Ricci, HebertA ansiedade é um sentimento regulatório do corpo humano, que assim como o sentimento de medo atua protegendo e preparando o nosso corpo para lidar com situações de perigo, ativando uma série de mecanismos biológicos chamados de mecanismo de luta e fuga. Os transtornos de ansiedade (TA) se manifestam como condição de saúde mental onde os indivíduos apresentam queixas de ansiedade exacerbada, recorrente, sem causa aparente e que ocasionam prejuízos aos indivíduos de diversas ordens. O objetivo do presente trabalho é analisar na literatura científica nacional a atuação da enfermagem na abordagem aos pacientes que convivem com transtornos de ansiedade. Metodologia: pesquisa descritiva de abordagem qualitativa, do tipo estudo bibliográfico, foi realizada busca na base de dados BVS com os seguintes descritores: Saúde Mental; Ansiedade e Enfermagem. Como critérios de inclusão: artigos publicados no período de 2016 a 2021; textos que se encontrem em português, e que estejam disponíveis no formato completo; artigos de produção brasileira. Resultados: foram incluídos 10 artigos científicos na presente revisão, os artigos da presente revisão abordaram a importância de elementos como escuta qualificada, comportamento empático, inclusão do paciente em seu processo terapêutico, trabalho multiprofissional e interdisciplinar, psicoeducação, emprego de práticas integrativas e complementares dentre outras estratégias compõe a atuação do enfermeiro frente aos TA. Como limitação do estudo apontamos para a dificuldade em encontrar textos que abordassem a assistência de enfermagem frente aos transtornos de ansiedade.
