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    Imersão literária na intervenção psicoterapêutica infantil: catarse, projeção e identificação simbólica na infância
    (2026-06) Pinto, Joseane Silva; Berti, Cássia Regina Primila Cardoso
    A presente pesquisa teve como objetivo analisar, a partir de evidências científicas, como a imersão literária pode contribuir para o processo psicoterapêutico infantil, especialmente no que se refere ao desenvolvimento emocional, aos processos de simbolização e à elaboração psíquica. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, fundamentada em artigos científicos publicados nas bases de dados tais como SciELO, PubMed, PePSIC e Periódicos CAPES, além de autores clássicos da Literatura e da Psicologia que discutem a infância, a imaginação, a linguagem e o cuidado psicoterapêutico. Os resultados evidenciam que a experiência literária favorece processos de identificação, projeção, catarse e elaboração simbólica, possibilitando à criança expressar e ressignificar conteúdos emocionais por meio das narrativas. Verificou-se ainda que a literatura infantil constitui um importante recurso mediador entre o real e o imaginário, contribuindo para o desenvolvimento das funções psicológicas superiores, como linguagem, memória, atenção, imaginação e pensamento abstrato. Nesse contexto, a biblioterapia destaca-se como uma estratégia complementar de cuidado psicológico, capaz de promover acolhimento emocional, reflexão e fortalecimento subjetivo quando conduzida de forma ética e fundamentada teoricamente. Conclui-se que a imersão literária apresenta potencial para integrar práticas psicoterapêuticas voltadas à infância, ampliando as possibilidades de intervenção clínica por meio da construção de sentidos, da expressão simbólica e da humanização do cuidado. Destaca-se, ainda, a necessidade de novas pesquisas que aprofundem a utilização da literatura no contexto da Psicologia Clínica Infantil.
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    Psicoterapia de grupo com crianças que apresentam comportamento agressivo: um estudo de caso
    (2018) Ferraz, Dainara Coelho; Bertocco, Carla Florido
    O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo no comportamento de um grupo de crianças com características agressivas e, desta forma, identificar os fatores que as leva a ativar a raiva. O atendimento aconteceu na clínica-escola da faculdade FASIPE, em um total de 12 sessões estruturadas, com foco em realizar uma psicoeducação sobre essas ações e proporcionar medidas, de modo a possibilitar a solução de seus problemas, reduzindo as respostas agressivas. Para isso, também foram realizadas sessões de orientações com os responsáveis, para que eles pudessem entender os problemas e auxiliar na manutenção de respostas positivas. Utilizou-se livros de histórias sobre os tipos de pensamentos, sentimentos, emoções e raiva, para que a psicoeducação pudesse ser realizada. Também foram utilizados materiais que auxiliam no entendimento de soluções de problemas para que, quando confrontados, saibam como lidar e também dinâmicas para o controle de raiva. Foi possível identificar os fatores que geram agressividade, os quais estão inseridos no contexto psicopatológico e ambiental. O trabalho de psicoeducação obteve respostas positivas, demonstrando a evolução das amostras, tanto quanto, a melhora na visão dos cuidadores em relação ao comportamento e a criança. Pode-se concluir, então, que um trabalho psicoeducativo, estruturado e com focos específicos dá possibilidade de intervenção, modificação e manutenção de comportamentos.
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