Sexualidade feminina e individuação: uma contribuição da psicologia analítica
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2025-12
A sexualidade feminina constitui uma dimensão essencial da experiência humana, frequentemente marcada por repressões históricas, silenciamentos culturais e interpretações reducionistas. Este estudo tem como objetivo compreender a relação entre a sexualidade feminina e o processo de individuação, à luz da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória e bibliográfica, fundamentada em obras clássicas de Jung, von Franz e Kast, além de autoras contemporâneas como Cartaxo, Franco, Estés e Chaves e Santos. A coleta de dados foi realizada em bases científicas nacionais e internacionais (SciELO, PePSIC, BVS, PubMed e Google Acadêmico), seguindo uma adaptação do protocolo PRISMA, que assegurou rigor e transparência na seleção das fontes. Os resultados indicam que a repressão da sexualidade feminina constitui um obstáculo significativo ao processo de individuação, afetando o equilíbrio entre corpo, psique e desejo. Por outro lado, a integração simbólica da sexualidade promove vitalidade, autenticidade e fortalecimento do Self. Conclui-se que a sexualidade, quando reconhecida como expressão legítima da libido e do inconsciente coletivo, torna-se uma via essencial de autoconhecimento e saúde psíquica, contribuindo para práticas clínicas mais sensíveis e integrativas no contexto da psicologia contemporânea.
Sexualidade feminina, Psicologia analítica, Individuação, Libido, Feminino
MELO, Maria Eduarda Leite, Sexualidade feminina e individuação: uma contribuição da Psicologia Analítica., 54 paginas. Trabalho de Conclusão de Curso – Faculdade Fasipe Cuiabá
