Uso de novas terapias na estética regenerativa

O envelhecimento cutâneo constitui um processo biológico complexo e multifatorial, desencadeado pela interação sinérgica entre fatores intrínsecos e extrínsecos, culminando na fragmentação do colágeno, elastose e degradação qualitativa da matriz extracelular (MEC). Diante disso, a estética regenerativa emerge como uma evolução disruptiva, migrando de abordagens meramente volumétricas e corretivas para estratégias de orientação biológica que visam restaurar a funcionalidade e a homeostase tecidual por meio de vias endógenas. O presente estudo teve como objetivo geral analisar a aplicabilidade, os mecanismos de ação, a eficácia e as limitações das novas terapias aplicadas à estética regenerativa, destacando suas contribuições para o rejuvenescimento e bem-estar psicossocial dos pacientes. Metodologicamente, realizou-se uma revisão de literatura exploratória com abordagem qualitativa, cujos dados foram coletados entre o segundo semestre de 2025 e o primeiro semestre de 2026 em bases científicas como PubMed, SciELO, BVS e Oxford Academic, selecionando artigos publicados entre 2016 e 2026. Os resultados evidenciam que os bioestimuladores particulados (PLLA, PDLLA, CaHA e PCL) agem como arcabouços bioativos que induzem uma resposta imune inata controlada, recrutamento de macrófagos e consequente neocolagênese estruturada, caracterizando uma remodelação reparadora funcional. Em contrapartida, o ácido hialurônico atua essencialmente como um modulador biológico transitório do microambiente dérmico. Os fios de polidioxanona (PDO) promovem remodelação mecano-biológica focal via mecanotransdução, ao passo que os biorregeneradores biológicos como exossomos, polinucleotídeos (PDRN) e plasma rico em plaquetas (PRP), representam terapias baseadas em sinalização celular que regulam a inflamação, o estresse oxidativo e a angiogênese, embora enfrentem desafios na padronização de protocolos clínicos. Conclui-se que a consolidação da estética regenerativa requer rigor científico e precisão conceitual, sendo fundamental o papel do biomédico esteta na aplicação ética, segura e personalizada dessas tecnologias emergentes.
Estética regenerativa, Envelhecimento cutâneo, Exossomos, Plasma rico em plaquetas, Polinucleotídeos
SANTINI, Ana Carolina Behling. Uso de novas terapias na estética regenerativa. 2026. 50 páginas. Trabalho de Conclusão de Curso Graduação em Biomedicina – Centro Universitário Fasipe – UNIFASIPE, Sinop/MT, 2026.