Desenvolvimento da cultura do tomate sob diferentes doses de extrato de alga marinha

O uso de bioestimulantes naturais tem ganhado destaque na agricultura moderna como alternativa sustentável para o aumento da produtividade e qualidade de diversas culturas. Dentre esses, o extrato da alga Ascophyllum nodosum tem sido amplamente estudado por sua capacidade de promover o crescimento vegetal, estimular a resistência a estresses abióticos e melhorar parâmetros morfológicos. Neste contexto, avaliou-se o desenvolvimento da cultura do tomate (Solanum lycopersicum L.) sob diferentes doses do extrato de A. nodosum, por meio da análise comparativa de características morfológicas em condições de cultivo em bandejas e a campo. Foram testadas quatro doses do bioestimulante (0, 2, 4 e 8 mL L⁻¹), aplicadas por embebição direta das sementes em soluções preparadas com água destilada e a concentração respectiva. Na etapa em bandejas, o delineamento experimental foi inteiramente casualizado (DIC), com quatro tratamentos e catorze repetições, totalizando 56 unidades experimentais. O experimento foi conduzido em ambiente protegido e as avaliações ocorreram aos 21 dias após a semeadura. As variáveis analisadas foram comprimento radicular (CR), comprimento da parte aérea (CPA), número de folhas (NF) e massa úmida (UM). Os resultados revelaram diferenças estatísticas significativas (p < 0,05) para as variáveis CPA, NF e UM, com destaque para a dose de 8 mL L⁻¹, que promoveu o maior crescimento vegetativo e maior acúmulo de biomassa nas plântulas, reforçando a ação positiva do bioestimulante na fase inicial de desenvolvimento. Na condução em campo, o delineamento adotado foi em blocos casualizados (DBC), com seis blocos e quatro tratamentos e duas repetições distribuídos em cada um, totalizando 48 plantas. Foram realizadas duas avaliações de altura de planta aos 28 e 44 dias após o plantio, e uma contagem manual do número de frutos por planta ao final do ciclo. Apesar das variações médias entre os tratamentos, nenhuma variável apresentou significância estatística (p > 0,05), o que pode ser atribuído ao número limitado de avaliações, ao curto período de acompanhamento e às interferências ambientais que dificultaram a expressão dos efeitos do bioestimulante. Conclui-se que o extrato de A. nodosum demonstrou efeito positivo no crescimento morfológico inicial das plântulas de tomate em ambiente protegido, mas não teve impacto significativo em condições de campo. Novos estudos são recomendados, com maior rigor experimental, mais repetições e período prolongado de avaliação, para validar o potencial agronômico do bioestimulante em diferentes condições de cultivo.
Ascophyllum nodosum, Solanum lycopersicum, bioestimulante
Fenner, Kauanny Rocha. Desenvolvimento da cultura do tomate sob diferentes doses de extrato de alga marinha. 2025. p. 37. Trabalho de Conclusão de Curso – Centro Universitário Fasipe - UNIFASIPE