Educação Física
URI permanente para esta coleçãohttps://repositorio.fasipe.com.br/handle/123456789/10
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Item Efeitos do treinamento físico leve a moderado na redução da fadiga em paciente com Linfoma de Hodgkin durante o tratamento quimioterápico(2026-06) Vargas, Atílio Pereira; Costermani, HerculesO Linfoma de Hodgkin é uma neoplasia maligna do sistema linfático que, apesar das elevadas taxas de resposta terapêutica, pode estar associado a efeitos adversos importantes durante o tratamento quimioterápico, entre eles a fadiga relacionada ao câncer. Esse sintoma pode comprometer a capacidade funcional, a disposição física, os aspectos emocionais e a qualidade de vida do paciente. Nesse contexto, o exercício físico leve a moderado tem sido investigado como estratégia complementar no cuidado oncológico. O presente estudo teve como objetivo analisar os efeitos do treinamento físico leve a moderado sobre a fadiga relacionada ao câncer em um paciente com Linfoma de Hodgkin durante o tratamento quimioterápico. Trata-se de um estudo de caso longitudinal, de abordagem qualitativa e quantitativa, com caráter descritivo e autoetnográfico. O acompanhamento foi realizado entre abril de 2025 e junho de 2026, contemplando dados clínicos, avaliações físicas, registros de treinamento, exames laboratoriais e de imagem, percepção subjetiva de esforço avaliada pela Escala de Borg adaptada de 0 a 10 e avaliação da fadiga por meio do questionário EORTC QLQ-FA13. Os resultados demonstraram predominância da fadiga física em relação aos domínios emocional e cognitivo, com picos próximos às aplicações do protocolo quimioterápico ABVD e redução parcial nos intervalos entre os ciclos. Apesar das oscilações da fadiga, o participante manteve treinamento físico leve a moderado durante o acompanhamento, com intensidade percebida compatível com níveis leves a moderados. As avaliações físicas indicaram aumento do peso corporal, do índice de massa corporal, do percentual de gordura e de algumas circunferências corporais, sem evidência de perda ponderal ao longo do tratamento. Conclui-se que o treinamento físico leve a moderado, quando adaptado às condições clínicas individuais e monitorado pela percepção subjetiva de esforço, pode representar uma estratégia complementar relevante para a manutenção da rotina funcional e para o enfrentamento da fadiga relacionada ao câncer durante o tratamento quimioterápico.
