Faculdade Fasipe Cuiabá

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    Transtorno de jogo online e saúde mental: o papel do ciclo de recompensa e frustração
    (2026-06) Cruz, Legiane Patricia da Silva Barbosa; Barbosa, Joceane Angelim
    O Transtorno de Jogo Online (TJO) tem emergido como uma condição relevante para a saúde mental contemporânea, em razão de sua associação com prejuízos psicológicos, sociais e funcionais decorrentes do uso excessivo de jogos digitais. Este estudo teve como objetivo analisar os principais mecanismos psicológicos e neurobiológicos envolvidos no desenvolvimento e na manutenção do TJO, com ênfase no papel do ciclo de recompensa e frustração. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa e caráter descritivo-exploratório, cuja metodologia baseia-se em uma revisão integrativa da literatura, utilizando artigos publicados entre 2017 e 2025 nas bases SciELO, PePSIC e BVS, com critérios de seleção previamente definidos. O estudo foi fundamentado na análise de artigos científicos, livros e documentos institucionais nacionais e internacionais. Os achados indicaram que o ciclo de recompensa e frustração desempenha papel central na manutenção do comportamento compulsivo relacionado aos jogos digitais, especialmente por meio de sistemas de reforço intermitente que estimulam a liberação de dopamina e intensificam o engajamento do jogador. Observou-se associação entre o TJO e sintomas como ansiedade, depressão, isolamento social e prejuízos no funcionamento cotidiano, embora a literatura ainda não apresente consenso quanto ao caráter antecedente ou consequente de alguns desses sintomas em relação ao transtorno. Identificou-se ainda que fatores emocionais, cognitivos, sociais e traços de personalidade podem aumentar a vulnerabilidade ao desenvolvimento do comportamento aditivo. Concluiu-se que o TJO constitui um fenômeno multifatorial, sustentado pela interação entre mecanismos neurobiológicos, psicológicos e estruturais dos jogos digitais, cuja compreensão é essencial para o desenvolvimento de estratégias preventivas e intervenções psicológicas mais eficazes.
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    Violência doméstica contra a mulher: uma análise necessária da atuação da psicologia no acolhimento das vítimas
    (2026-06) Cunha, Édmara Quintana Mendes; Silva, Diego Anizio
    A violência doméstica contra a mulher constitui um grave problema social e de saúde pública, produzindo impactos significativos na integridade física, emocional e psicológica das vítimas. Entre as diversas formas de violência, a violência psicológica destaca-se por sua elevada incidência e pelos prejuízos que provoca à autoestima, à autonomia e à saúde mental feminina. Nesse contexto, a atuação da Psicologia apresenta-se como importante instrumento de acolhimento, suporte emocional e fortalecimento das mulheres em situação de violência. O presente estudo teve como objetivo analisar a atuação da Psicologia no acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica, destacando sua contribuição para o enfrentamento dos impactos psicológicos decorrentes dessa realidade. Para alcançar os objetivos propostos, foi realizada pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, caráter exploratório e descritivo, fundamentada na análise de livros, artigos científicos, legislações e produções acadêmicas relacionadas à temática. Os resultados evidenciaram que a violência doméstica produz consequências emocionais expressivas, incluindo ansiedade, depressão, baixa autoestima, dependência emocional e sofrimento psíquico. Verificou-se ainda que a atuação psicológica, por meio da escuta qualificada, do acolhimento humanizado e do fortalecimento da autonomia, contribui significativamente para a recuperação emocional das vítimas e para o rompimento do ciclo da violência. Além disso, observou-se que a integração da Psicologia com a rede de proteção amplia a efetividade das ações de acolhimento e assistência às mulheres. Conclui-se que a atuação da Psicologia desempenha papel fundamental na promoção da saúde mental, da autonomia e da dignidade das mulheres vítimas de violência doméstica, constituindo importante estratégia de enfrentamento dessa problemática social.
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    Processos de sofrimento psíquico que pais de crianças com TEA podem desenvolver
    (2025-07) Fernandes, Cristiana Lucas Pereira; Martini, Arthur Galvão
    O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que impacta significativamente a vida da criança e de sua família. Este estudo teve como objetivo analisar os processos de sofrimento psíquico vivenciados por pais de crianças com TEA, destacando os desafios emocionais, sociais e institucionais enfrentados no cotidiano. Por meio de uma revisão bibliográfica de artigos científicos, dissertações e livros publicados entre 2014 e 2024, identificou-se que o diagnóstico desencadeia sentimentos de ansiedade, depressão e estresse crônico nos cuidadores, agravados pela sobrecarga de cuidados e pela falta de suporte adequado. Os resultados evidenciaram ainda conflitos familiares, isolamento social e críticas às políticas públicas de saúde e educação. Contudo, estratégias como redes de apoio psicológico, grupos de escuta e capacitação parental mostraram-se eficazes na redução do sofrimento. Conclui-se que são urgentes políticas integradas que acolham não apenas as crianças com TEA, mas também suas famílias, promovendo cuidado humanizado e inclusão social.
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    O uso da musicoterapia na regulação de comportamentos ansiosos em adultos
    (2025-07) Gobbo, Ana Carolina Picone; Costa Filho, Leonço Alvaro
    Este trabalho investiga a eficácia da musicoterapia na redução de comportamentos ansiosos em adultos. A ansiedade, cada vez mais presente na sociedade atual, afeta significativamente a saúde mental e a qualidade de vida. A musicoterapia, por sua vez, surge como uma abordagem complementar promissora por promover relaxamento, bemestar emocional e expressão simbólica. A pesquisa adotou metodologia qualitativa por meio de revisão bibliográfica, com seleção de 45 artigos nas bases Google Acadêmico, SciELO e PubMed. Os resultados revelam que a musicoterapia tem impacto positivo na redução de sintomas ansiosos, favorecendo a autorregulação emocional e a construção de vínculos terapêuticos. Conclui-se que, embora ainda existam lacunas na literatura, especialmente sobre estilos musicais e técnicas específicas, a musicoterapia se mostra uma intervenção eficaz e integrável aos tratamentos convencionais da ansiedade em adultos.