Biblioteca Digital de Monografias - BDM/FASIPE

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A Biblioteca Digital de Monografias (BDM) é o espaço dedicado à preservação e disseminação dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs) e monografias produzidos no Centro Universitário FASIPE (UNIFASIPE) e nas unidades da Faculdade Fasipe.

Missão: Reunir, preservar e oferecer acesso aberto à produção acadêmica discente, garantindo que o conhecimento gerado na instituição ultrapasse as fronteiras físicas e contribua para o avanço científico nacional.

Objetivos:

  • Ampliar a visibilidade nacional e internacional da produção acadêmica dos nossos alunos.
  • Prover um local de busca centralizado, permanente e de fácil acesso para consultas.
  • Fomentar a cultura do Acesso Aberto e a democratização do conhecimento.

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    HTLV: distribuição epidemiológica e barreiras diagnósticas do vírus linfotrópico de células T humanas no Brasil
    (2026-06) Campos, Kauan Soares; Fontes, Wdisson Cleber da Costa
    O Vírus Linfotrópico de Células T Humanas (HTLV) é um retrovírus que infecta linfócitos T CD4+, podendo causar doenças graves como a Leucemia/Linfoma de Células T do Adulto (ATL) e a Paraparesia Espástica Tropical/Mielopatia Associada ao HTLV (HAM/TSP). Estima-se que o Brasil abrigue cerca de 2,5 milhões de infectados, representando o maior número absoluto de casos no mundo. Apesar dessa magnitude, o HTLV permanece uma infecção negligenciada, com subnotificação crônica, ausência de políticas públicas efetivas e diagnóstico tardio. Esta revisão bibliográfica objetivou analisar a distribuição epidemiológica do HTLV no Brasil e as barreiras diagnósticas existentes, identificando os estados mais comprometidos, as estratégias diagnósticas disponíveis e os biomarcadores utilizados para detecção e estratificação de risco. A metodologia consistiu em revisão sistemática da literatura nas bases SciELO, PubMed, LILACS e Google Acadêmico, com recorte temporal de 2013 a 2025. Os resultados demonstram maior prevalência nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para os estados da Bahia (prevalência de 0,5% a 1,8% na população geral), Pará (2,7% em estudo recente em Ananindeua), Maranhão, Pernambuco e Minas Gerais. As barreiras diagnósticas incluem: limitada disponibilidade de testes confirmatórios (Western Blot, PCR) na rede pública; ausência de padronização nacional dos fluxos diagnósticos; carência de profissionais capacitados para aconselhamento; e subnotificação decorrente da inclusão tardia do HTLV na Lista Nacional de Notificação Compulsória (apenas em 2024). Avanços recentes incluem a ampliação da testagem para gestantes no pré-natal e estudos promissores com antirretrovirais (Dolutegravir) para redução da carga proviral. Conclui-se que a superação das barreiras diagnósticas requer investimento em infraestrutura laboratorial, capacitação profissional e implementação de políticas públicas integradas, especialmente nas regiões mais endêmicas.
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    Infecção por HPV em homens: prevenção, diagnóstico e impactos na saúde pública
    (2026-06) Nunes, Danúbia Correia de Moraes; Fontes, Wdisson Cleber da Costa
    A infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) representa uma das infecções sexualmente transmissíveis mais prevalentes globalmente, com grave impacto na saúde pública. Historicamente, as estratégias de prevenção concentraram-se no rastreamento cervical feminino, negligenciando a população masculina, que atua como importante reservatório viral e é suscetível a neoplasias penianas, anais e orofaríngeas. Este estudo teve como objetivo analisar como a ausência de diretrizes diagnósticas padronizadas para homens contribui para a subnotificação de casos e compromete o controle epidemiológico no Brasil. Para tanto, realizou-se uma revisão de literatura de caráter qualitativo nas bases de dados SciELO, PubMed/MEDLINE e Lilacs, abrangendo publicações e normativas oficiais entre 2015 e 2025. Ao todo, foram utilizados 21 artigos para compor a presente revisão. Os resultados evidenciaram um cenário de alta prevalência viral contrastada por uma invisibilidade clínica. Discutiu-se o avanço tecnológico trazido pela Portaria SECTICS/MS nº 3 de 2024, que inseriu a testagem molecular no SUS, porém identificou-se a falta de protocolos clínicos que autorizem seu uso no rastreio masculino. Observou-se que a adesão à vacinação é prejudicada por barreiras socioculturais e desinformação sobre os riscos oncológicos para o homem. Concluiu-se que o controle efetivo do HPV exige a superação do modelo ginocêntrico, sendo imperativa a implementação de fluxos de diagnóstico molecular para a população masculina e a intensificação de estratégias educativas que garantam a equidade de gênero na prevenção.
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    Doping no esporte: implicação para a saúde, ética e o papel da biomedicina na prevenção e controle
    (2026-06) Kuhn, Gabrielly Gehlen; Granzoto, Anny Christiann Garcia
    O doping no esporte é caracterizado pelo uso intencional de substâncias farmacológicas proibidas com o objetivo de melhorar o desempenho esportivo, representando não apenas uma violação ética das competições, mas também uma grave ameaça à saúde física e psicológica dos atletas. Essa prática acompanha a história do esporte desde a Antiguidade, e com o passar dos séculos, tornou-se um desafio global crescente. Apesar dos avanços no controle antidoping promovidos pela WADA, os dados de 2023 ainda apontam para a persistência da prática, com 1.373 atletas flagrados em testes, evidenciando a necessidade de abordagens cada vez mais eficazes para seu combate. A pressão por resultados, a influência da mídia e as recompensas financeiras tornam os atletas vulneráveis ao uso de substâncias ilícitas, comprometendo os princípios do fair play e da igualdade esportiva. O objetivo do trabalho foi investigar, por meio de revisão de literatura, a atuação do profissional biomédico na prevenção e controle do doping no esporte, analisando os impactos das substâncias proibidas para a saúde dos atletas, os aspectos éticos envolvidos e os métodos de detecção disponíveis. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica de caráter exploratório e abordagem qualitativa, desenvolvida a partir de artigos científicos e livros indexados nas bases de dados SCIELO, BVS e PUBMED, com recorte temporal de 2015 a 2026. Os resultados evidenciaram que substâncias como anabolizantes, hormônios, eritropoetina, estimulantes e métodos como transfusões sanguíneas e doping genético causam danos graves e muitas vezes irreversíveis ao organismo, incluindo complicações cardiovasculares, disfunções hormonais, alterações psicológicas e, no caso do doping genético, modificações permanentes no DNA do atleta. Além dos danos à saúde, essas práticas ferem profundamente os valores éticos do esporte, comprometendo a isonomia entre os competidores. O profissional biomédico, por meio de técnicas laboratoriais como imunoensaios, cromatografia e espectrometria de massas, além do acompanhamento pelo Passaporte Biológico do Atleta, desempenha papel fundamental na detecção confiável dessas substâncias, contribuindo, de forma decisiva, para a integridade, a justiça e a segurança nas competições esportivas.